Evangelização ou novidades?

De tempos em tempos a criatividade das pessoas se renovam. Vejo muito disso na igreja. Novas formas de evangelização. Novos nomes. Novas tecnologias...
O que me preocupa é a finalidade destas novas ações dentro da igreja e conteúdo que tem sido transmitido.
É bem verdade que a boa vontade guia muita gente. São pessoas que percebem que há muito o que se fazer. No entanto, muitas dessas pessoas não sabem como começar. O resultado: fazem da mesma forma, sem saber o que está sendo feito e como deve ser feito. A consequência é o desânimo pelo erro.
Existem coisas que são fundamentais, outras que são secundárias.
Numa construção, o primeiro a se fazer é olhar o terreno. Perceber seus declives, se tem muita ou pouca água, se é arenoso ou firme. Parece cair no lugar comum quando escrevo isso mas, se não olharmos o terreno, vão será o projeto para ele. Muita gente sonha, e isso é bom. Mas quando tomam atitudes para tornar estes mesmos sonhos em realidade esquecem de ouvir o outro lado: a realidade. O sonho que não passa pela realidade é ilusão. Apenas o insensato, diz Jesus, constrói a sua casa em cima da areia (Mt 7,26).
O ponto de chegada é tão importante quanto o ponto de partida. Saber de onde se parte é fundamental. Não adianta ter o sonho de tocar violão, assumir uma missa, e não saber fazer uma nota sequer. Mesmo que você tenha um violão caríssimo, feito com a melhor madeira, com as melhores cordas e emparelhado com a melhor tecnologia. Se não se souber tocar não sairá uma música na missa.
Tem muita gente querendo fazer coisas, maquiando o exterior, mas sem conteúdo em seu interior. Muita gente que tem buscado técnicas vocais, figurinos da moda, e tantas outras coisas sem se preocupar com algo fundamental: a mensagem a ser transmitida. Não digo apenas com relação a música, mas a uma grande parte dos projetos que têm sido feito na igreja. Buscam sofisticação, não conteúdo.
Tem muita gente que tem buscado um formato legal de evangelização, mas sem se aprofundar no Evangelho. Resultado: divulgam a si mesmo, não o evangelho. Não seria este anúncio sem conteúdo uma forma de "ativismo religioso?"
Num certo sentido, são pessoas que querem trazer uma "novidade", ganhar popularidade e serem donas de um projeto que corresponde ao "espírito da época". Ora, são máscaras pintadas com cores diferentes sendo usadas para cobrir a falta de profundidade em seu ministério. Não sou "penso" para apenas um lado da questão: é necessário novas formas de evangelização, mas sem se priorizar as "novas formas" em detrimento da "evangelização".
Quero deixar este texto incompleto e pedir sua ajuda para completá-lo. Comente...
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